Mostrando postagens com marcador Minhas matérias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minhas matérias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Testamento Vital


Documento ainda é pouco conhecido no Brasil

Com a consciência da aproximação da morte ou da necessidade de assegurar o bem estar de quem está próximo, algumas pessoas resolvem escrever um testamento, que direciona o que será feito com os seus bens materiais após o seu falecimento.
Essa prática é muito conhecida, mas existe na ótica judicial um outro tipo de testamento, que não é conhecido por grande parte da população. Ele é chamado de "testamento vital".
Para falarmos sobre ele, precisamos abordar rapidamente um outro assunto, que é a Eutanásia. O termo Eutanásia vem do grego e pode ser traduzido como "boa morte" ou "morte apropriada".
Na medicina, eutanásia significa proporcionar ou acelerar a morte de um ser humano para pôr fim ao sofrimento de alguém atingido por doença dolorosa e incurável. Essa prática é proibida em vários países, inclusive no Brasil, o que gera algumas discussões e polêmicas. O testamento vital vai ao encontro dessa questão.
Segundo a advogada Marilia Campos de Oliveira e Telles, uma das autoras do livro "O cuidado como valor jurídico", trata-se de "um documento escrito pela pessoa em pleno uso de seus direitos e faculdades mentais, visando determinar seus desejos relativos ao tipo de tratamento". Ou seja, a partir do momento em que o paciente tem diagnosticada alguma doença considerada incurável ou de tratamento muito doloroso, ele tem a possibilidade de deixar um documento afirmando que prefere a interrupção do tratamento do que a exaustão que ele causa. De acordo com Marilia, todos possuem o direito à uma "morte digna" e é importante alertar às famílias e ao próprio paciente de que existe essa possibilidade dentro das questões judiciais.
O testamento é feito na presença de testemunhas e é necessário estipular um procurador, que é a pessoa que vai decidir quando o documento dever ser colocado em prática.

Talita Cruz


E vocês, teriam coragem de fazer um testamento vital? E se algum parente pedisse, vocês aceitariam a responsabilidade de ser um procurador (a)? Assunto polêmico...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Violência na sala de aula afeta desempenho de professores

Colaboração entre famílias e Estado pode ser a solução

A sala de aula é lembrada por muitos adultos como aquele lugar da infância que existiu para aprender, encontrar os amigos e viver as primeiras experiências da vida. Hoje, para muitas crianças e adolescentes, a sala de aula virou um ringue de agressões físicas e verbais. E a vítima preferida de muitos são os(as) professores(as).
Cada vez mais abalados com esse tipo de situação, muito professores estão desenvolvendo distúrbios na saúde, abalos psicológicos e principalmente altos índices de estresse. E em situações mais traumatizantes, muitos pensam em abandonar suas profissões.
Em pesquisa realizada pelo APEOSP (Sindicato dos Professores de Ensino Oficial de São Paulo) feita com a participação de 2 mil professores, a violência nas escolas apareceu em quarto lugar como causa de sofrimento no trabalho, com 57,5% das citações.
A professora de 5º série Elaine Gerardi, 28 anos, passou por uma situação delicada: ”Eu pedi para que um aluno sentasse numa cadeira mais a frente, para que ele participasse da aula. Após eu repetir o pedido várias vezes ele mudou de lugar, mas quando me virei ele falou para eu me F...”. Segundo Elaine, o contato com a mãe do garoto foi feito, mas “não adiantou, pois a mãe demonstrou não ter autoridade sobre o filho”. Para ela “Os jovens atualmente tentam se auto afirmar em meio aos colegas. Infelizmente, esta auto-afirmação se dá através de atitudes de enfrentamento e desrespeito, na tentativa de demonstrar coragem, força e poder”.
Segundo Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente do APEOSP “a violência na sala de aula afeta muito, pois provoca insegurança e intranquilidade nos professores e os desfocam do seu objetivo principal, que é ministrar aulas com qualidade, beneficiando a aprendizagem dos alunos”.
A origem do problema inicialmente pode estar dentro de casa, com famílias desestruturadas e educação falha, mas o Estado também tem a sua parcela de responsabilidade. Segundo Maria Izabel “um dos fatores que contribuíram para o aumento da violência nas escolas foi a redução drástica do número de funcionários e a terceirização dos serviços de apoio. Os funcionários do quadro próprio da Secretaria conheciam os alunos e ajudavam a prevenir muitos casos de violência, percebendo mudanças de comportamento ou pessoas estranhas perto das escolas. Os profissionais terceirizados não têm vínculos com as escolas e há muito rodízio”.
E qual seria a solução? Para Maria Izabel “É preciso humanizar a escola, torná-la atraente para os alunos e possibilitar que cada unidade escolar discuta e implemente um projeto político-pedagógico que responda aos anseios de seus alunos e de suas famílias. Gestão democrática, com real envolvimento da comunidade escolar, é o caminho para reduzir a ocorrência de casos de violência nas escolas”.
O sindicato disponibiliza um site (http://www.apeoesp.org.br/), para eventuais denúncias e esclarecimentos sobre o assunto.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Saúde da voz: como cuidar e identificar possíveis problemas

Fumo e poluição são exemplos prejudiciais para quem deseja manter a voz em dia

O ato de falar é essencial ao ser humano. É a principal forma de comunicação em uma sociedade e sem a voz, essa comunicação não seria possível.
Por ser usada frequentemente e de forma tão natural, muitas pessoas esquecem que a voz é um processo do nosso organismo que também necessita de cuidados e atenção. Esse processo consiste na vibração das cordas vocais, causada pelo ar que é expulso dos pulmões pelo diafragma. A vibração é modificada pela boca, lábios e língua, formando a voz.
Vendedores, operadores de telemarketing, feirantes, professores e cantores são alguns exemplos de profissionais que podem desenvolver com maior facilidade doenças vocais. Mas existem alguns hábitos que também podem trazer problemas a quem não pertence a esse grupo. Segundo a fonoaudióloga Cassiane Amorim da Cunha, “para ser ter uma voz saudável é essencial eliminar o álcool e o fumo, pois são os principais hábitos causadores do câncer da faringe”. Ao longo do tempo e de acordo com certos hábitos, podem ser desenvolvidas disfonias orgânicas, que são alterações anatômicas nas pregas vocais. Há vários tipos de alterações, como nódulos e pólipos, sendo o último uma espécie de tumor benigno. Alguns exemplos do que pode causar disfonias são:

• Fumo, álcool, drogas e poluição.
• Tossir, gritar muito ou pigarrear.
• Cantar ou gritar quando gripado (a).
• Falar em locais barulhentos.
• Mudanças bruscas de temperatura.
• Ambientes com muita poeira, mofo e cheiros fortes, principalmente para quem é alérgico.

A maioria desses fatores levaram o operador de telemarketing Jonathan Barbosa Janebro, 23 anos, a desenvolver uma disfonia. Trabalhando em um Call Center, ambiente fechado e com ar condicionado forte, diariamente ele precisava falar alto, por conta do ambiente barulhento. Trabalhou na área durante 9 meses, quando começou a sentir freqüentes dores de garganta, até que um dia acordou totalmente sem voz. “Minha voz sumiu por causa de uma fenda nas cordas vocais, como se estivessem afastadas uma da outra quando eu falava”, relata. Segundo Cassiane, “o tratamento indicado nesse caso é cirúrgico, seguido de fototerapia, isto é, o paciente vai aprender um padrão de fala mais equilibrado e adequado, através de exercícios orientados por um fonoaudiólogo".
Infelizmente, com o estilo de vida que a maioria das pessoas leva hoje, manter a saúde da voz é cada vez mais difícil. A poluição das grandes cidades e os ambientes barulhentos estão presentes inevitavelmente na vida de muitos. Essa rotina, junto com outros fatores, muitas vezes levam as pessoas a desenvolverem um quadro de estresse.
Quem sofre de estresse também é forte candidato a desenvolver disfonias. Isso porque a tensão, o nervosismo e a exaustão, características da doença, geram tensão no aparelho fonador, aumentando o risco de distúrbio vocal.
Para tentar amenizar os efeitos de todos esses fatores na saúde da voz, Cassiane Amorim traz algumas dicas:

• Beber bastante líquido, o equivalente a oito copos de água por dia, em temperatura ambiente.
• Caso a umidade do ar estiver muito baixa, ou se o uso de ar condicionado for freqüente, aumentar a hidratação;
• Não falar em ambientes ruidosos, a tendência é elevar o volume a custa de um esforço nas pregas vocais.
• Poupar a voz em casos de alergias, gripes, resfriados e também após o uso excessivo, que deve ser evitado.
• Evitar tossir e pigarrear, pois as pregas vocais serão ainda mais agredidas. Deglutir a saliva como forma de aliviar a “coceira”.

Pequenos cuidados com esse instrumento do corpo são muitos importantes, pois o fato de ser usada de forma tão natural só mostra que a voz é parte essencial do nosso organismo e quem sem ela, muitos problemas podem surgir. Em casos de tosses, rouquidão, cansaço ao falar, variações na frequência habitual e dificuldade em manter a voz, é necessário sempre procurar um especialista, para que seja feito o diagnóstico adequado.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Revistas semanais se reinventam para atingir novo público

Com o crescimento da classe média os veículos notaram a necessidade de sair do óbvio


A classe C tem uma revista semanal específica no país desde 1994 (Ana Maria), e com ela, as editoras perceberam que esse público não poderia receber as mesmas matérias longas que eram habituais. Esses leitores desejavam informação, porém de forma curta e completa. Sabendo disso, alguns veículos passaram a adotar uma linguagem mais específica: unindo imagens e textos que pudessem contextualizar e informar simultaneamente. Hoje, as revistas preocupam-se em satisfazer as expectativas da nova Classe C. Em palestra realizada na Universidade Nove de Julho, no último dia 24, a editora colaboradora da revista Ana Maria, Alexandra Gonsalez, explicou que “O jornalismo de classe C é tão bom quanto qualquer outro. A diferença é que ele possui uma linguagem mais acessível, mas a apuração e a qualidade de conteúdo é a mesma. Isso não muda”.
Nesse tipo de jornalismo, assim como a linguagem, a capa e a diagramação são muito importantes. A arte da revista vai de encontro com o que o leitor quer ler, funcionando como um suporte para o texto. As capas dividem espaço nas bancas com vários outros produtos como doces, cigarros, livros, entre outros, e chamar a atenção é um grande desafio para as revistas. Elas não podem ser apenas bonitas, precisam passar a mensagem de uma forma que atinja o maior público possível. Um exemplo é a revista Runners Brasil, especializada em corridas. As capas sempre trazem modelos desconhecidos, para que o leitor se enxergue naquelas pessoas e se motivem a praticar o esporte.

"Alexandra Gonsalez e Mauricio Barros, editor chefe da revista Runners”

A preocupação da revista Ana Maria, por sua vez, é sempre destacar as principais notícias com uma tarja amarela, e manter os destaques da edição sempre do lado direito. Isso porque o encarte culinário fica localizado no lado esquerdo, e muitas vezes as revistas são vendidas lacradas. Desta forma, as informações principais não ficam “escondidas” pelas receitas.
Com linguagem objetiva e direta, as revistas aceleraram as vendas. A Ana Maria, por exemplo, já distribui quase 290 mil exemplares por semana (sendo que a revista não tem assinatura). A Classe C sem dúvida é a maior consumidora de revistas hoje, e todo o esforço em mantê-la consumindo não será em vão.
* Escrito em parceria com Juliana Tavares e Aline Fonseca. Cobertura da semana de comunicação jornalística da Uninove. Outro textos sobre o evento no: http://www.redacao.natario.com/search/label/VG-A611

terça-feira, 13 de abril de 2010

Exposição "Tão longe, Tão perto" - São Paulo


A Fundação Telefônica, em parceria com o Museu de Artes Brasileiras de São Paulo, está realizando a exposição “Tão longe, Tão perto”, que conta a história das telecomunicações no mundo, desde a invenção do telégrafo, até os dias de hoje. O objetivo da exposição é retratar como as telecomunicações contribuíram para o avanço da tecnologia no mundo e as transformações que ela causou na sociedade. O espaço é dividido em 5 núcleos e conta com um grande acervo de objetos raros, como uma réplica de um aparelho telefônico usado pelo imperador Dom Pedro II e o primeiro aparelho fabricado no Brasil, conhecido como SESA. Além disso, mostra algumas curiosidades, como por exemplo, o fato de que no dia 11 de junho de 2002, na resolução 269, a Câmara dos Deputados do Congresso Americano declarou que o inventor oficial do telefone é o italiano Antonio Meucci, e que Graham Bell, que até então era considerado o criador, na verdade achou os rascunhos do projeto no laboratório em que trabalhava com Meucci, e patenteou o invento em seu nome. A exposição oferece muita interatividade, é possível tocar em alguns aparelhos e apertar botões que, entre outras coisas, simulam mensagens em código Morse. “Tão longe, Tão perto”, fica em exposição até o dia 23/05/2010, de terça a sexta das 10h ás 20h e sábados, domingos e feriados das 13h ás 17h. A entrada é gratuita.